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Campanha de vacinação contra sarampo e pólio tem início em 6 de agosto

A equipe de Vigilância em Saúde reforça que todos os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas de seus filhos, em especial das crianças menores de cinco anos

Cidade
Guaíra, 13 de julho de 2018 - 07h36

 

 

 

 

 

 

A campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo e a poliomielite acontecerá de 6 a 24 de agosto em Guaíra. Durante esse período, os postos de saúde da rede pública oferecerão as doses para crianças de 12 meses a 5 anos, que devem fazer o reforço da vacina tríplice-viral e a gotinha contra a pólio.

O objetivo é captar crianças ainda não vacinadas ou que não obtiveram resposta imunológica satisfatória à vacinação, minimizando o risco de adoecimento das mesmas e, consequentemente, reduzindo ou eliminando os bolsões de não vacinados.

A equipe de Vigilância em Saúde reforça que todos os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas de seus filhos, em especial das crianças menores de cinco anos, que devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina.

As doses ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe, que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno.

De acordo com a enfermeira do setor, Ana Carolina Minoda, adultos que nunca tomaram a vacina contra sarampo também podem procurar as unidades de saúde. “A caderneta de vacinação é o único documento que precisa ser apresentado na hora de receber as vacinas contra o sarampo e a pólio. Mas, reforça-se que a perda desse documento não impede que as pessoas sejam vacinadas, basta procurar a USF mais próxima de sua residência”, afirma.

As vacinas serão disponibilidades nas unidades: Jardim Eliza, USF Antônio Manoel da Silva; Jardim Nádia, USF – João Bosco Lélis; João Vacaro, USF – Cabo Agnaldo Barbosa Soares; Vila Aparecida, USF – José Vilella Junqueira; Tonico Garcia, USF – José Adalberto Léllis Garcia; e Vivendas, USF Tarcisio Barani.

Registro do vírus no Brasil

O sarampo era considerado uma doença erradicada no Brasil desde 2016, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou que o país estava, havia um ano, sem registro de casos do vírus. Entretanto, pela inconsequência de pais e responsáveis, isso mudou neste ano: boletins recentes da entidade advertem que está em curso um surto da doença na região norte do país, altamente contagiosa e que pode levar à morte de crianças pequenas ou causar sequelas graves. Foram 611 casos no Amazonas e 384 em Roraima, com três mortes.

E a situação parece piorar. No mês de junho, o Ministério da Saúde também informou haver alto risco de retorno da poliomielite em pelo menos 312 cidades brasileiras – sendo 44 paulistas. A doença era considerada erradicada no continente desde 1994, após décadas provocando milhares de casos de paralisia infantil.

A preocupação com a polio se dá pelo fato de que, embora não tenha havido casos recentes no Brasil, identificou-se um registro da doença na vizinha Venezuela e a circulação do vírus em 23 países nos últimos três anos.

Vacina Tríplice viral

A tríplice viral é uma das 14 vacinas oferecidas de graça pelo Programa Nacional de Imunizações. Ela deve ser tomada na infância e em duas doses, a primeira com 12 meses e a segunda com 15 meses. Na segunda dose, a vacina recebe um reforço contra uma quarta doença, a varicela, infecção viral altamente contagiosa que causa a catapora.

Caso não tenha sido imunizada na idade correta, qualquer pessoa até os 49 anos poderá tomar a tríplice viral em uma única dose. Porém, não tomar a tríplice viral na infância é prejudicial a toda a população brasileira, uma vez que irá expor essas crianças e futuros jovens a infecções que antes estavam controladas no país.

Vacina Polio

São duas as vacinas que previnem a poliomielite: a VOP, Vacina Oral Poliomelite, aplicada via oral aos 2, 4 e 6 meses de vida, com reforços entre 15 e 18 meses e entre 4 e 5 anos de idade; e a VIP, Vacina Inativada Poliomielite, que tem injetada uma dose aos 15 meses e outra aos 4 anos de idade. Ambas as vacinas são oferecidas nas Unidades Básicas de Saúde.

Colaboração: BBC


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