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Cresce número de casos de ataques de escorpião no Estado de São Paulo

Especialista afirma que a melhor maneira de evitar a visita desses aracnídeos é manter os lugares limpos, livres de entulhos

Cidade
Guaíra, 17 de julho de 2018 - 07h34

 

 

 

 

 

 

 

Mais de 11 mil casos de ataques de escorpião já foram registrados este ano, no Estado de São Paulo. Estima-se que são, em média, até duas ocorrências por hora. Já em 2017, foram registrados 21,7 mil ataques, contra 18 mil, em 2016. E um ano antes, cerca de 15 mil.

Esse crescimento está assustando a população. No entanto, é preciso que o próprio cidadão tome os cuidados necessários para evitar os inimigos.

De acordo com o Biólogo Giuseppe Puorto, membro do Conselho Regional de Biologia, o problema em ambiente urbano é muito mais comum do que as pessoas imaginam. “Escorpiões se alimentam de baratas, que são insetos domésticos. Eles invadem as casas atrás das baratas e depois acabam também buscando espaços onde se alojar”, explica o Biólogo.

Puorto conta que nas grandes cidades a espécie mais perigosa é o escorpião amarelo (Tityus serrulatus), que se reproduz por partenogênese (ou seja, a fêmea se reproduz sozinha). E que a melhor maneira de evitar a visita desses aracnídeos é manter os lugares limpos, livres de entulhos.

“No quintal de casa evite o acúmulo de telhas ou de tijolos, por exemplo. Eles podem se esconder entre as frestas. E se perto de casa tiver algum terreno baldio, peça para que a prefeitura providencie a limpeza do local”, orienta.

Se for picado, o Biólogo recomenda que procure o Pronto Atendimento o mais rápido possível. “A pessoa deve ser levada para o local mais próximo que tiver”, avisa. Geralmente, primeiro é aplicado um medicamento para aliviar a dor provocada pela picada do escorpião. E depois, se for o caso, é aplicado o soro antiescorpiônico. “O medicamento neutraliza as toxinas do veneno circulante no corpo”, esclarece Puorto. A aplicação é geralmente indicada para crianças e idosos, considerados maior grupo de risco.


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