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Entrevista da Semana

José Parizi e sua devoção por Deus e pelo próximo

Cidade
Guaíra, 4 de Fevereiro de 2018 - 09h43

José Roberto Parizi, casado com Josefina, pai de Roberta e Oscar, é avô de Giovana, Laura e Leonardo. Nasceu em Orlândia, mas adotou, como toda sua família, nossa cidade como a terra em que quer ver seus netos crescerem. É formado em Técnico em Contabilidade e tem um sonho: ver todos os seres humanos se tratarem como irmãos. Tem como livro de cabeceira, a Bíblia e faz questão de tê-la também em seu ambiente de trabalho. Zé Roberto entende que o que salva as pessoas é a prática do bem, respeitar o semelhante, ser gentil, educado, ter em si a Graça de Deus.

 

Como veio parar em Guaíra?

Eu trabalhava na antiga COMOVE e fui promovido para ser o Gerente Comercial em Guaíra. Isto aconteceu em 12 de Janeiro de 1981. Me apaixonei totalmente por Guaíra. Assim que cheguei, fui convidado para participar do Lions Clube e, em seguida, para ser o Diretor de Esporte do Grêmio Literário, na época em que o Helio de Oliveira era o presidente. Ali, fiquei por três gestões. Passei pelo Hélio, pelo saudoso Sergio Junqueira Lelis e depois com o Patinhas.

 

E a Maçonaria?

Em 1990, fui convidado para fazer parte da Maçonaria “Acácia Guairense”, mas depois precisei me ausentar de Guaíra por 4 anos e quando voltei passei as ser um dos fundadores da Loja Maçônica “Fraternidade e Luz”. Quem não conhece a Maçonaria corre o risco de fazer um conceito errado dela. Antigamente tinham até medo dela. A Maçonaria não é uma religião, mas o nosso livro Sagrado é a Bíblia. Aceita pessoas de todas as religiões, desde que acreditem em Deus. E, até o grau que estou hoje, que é de Mestre, só tenho visto coisas boas, fortaleceu meu casamento, porque ela é Filosófica, Filantrópica, Educativa e Progressista. Os grandes feitos da política brasileira foram elaborados por maçons, como a Independência do Brasil, a República… Tivemos 14 presidentes maçons. Hoje, a Maçonaria está adormecida no quesito da política e deve ser por isso que está este caos. Mas, eu foco mais na parte filantrópica, sinto que tenho ajudado muito os irmãos. Lá dentro me chamam de Padre, Bispo (risos), mas estou levando Deus, Jesus, para dentro da Maçonaria.

 

E o Lions?

Mesmo me sentindo meio em falta com o clube, sou um sócio ativo, frequento as reuniões e participo das campanhas. Fui presidente do clube, fui companheiro Melvin Jones, não foco muito em títulos, mas, principalmente, na benemerência que o clube pode fazer.

 

Você é muito conhecido?

Sou conhecido em função exatamente porque minha área comercial era da compra de grãos, havia o contato direto com os agricultores, também em função de ter sido diretor de esportes do grêmio, fazer parte da Maçonaria e do Lions, tudo isso fez com que eu ficasse conhecido e me apaixonasse por Guaíra. Desde 2007, faço também parte da Igreja. Não posso nem enumerar os amigos que tenho para não cometer nenhuma injustiça. Mas são muitos que me ajudam, que me ouvem, que puxam a orelha quando for o caso.

 

Como se deu a sua participação na Igreja?

Aceitei um convite da Teresa Shikako, na época do Padre Vicente, que coincidiu com um período que estava revendo minha vida espiritual, depois de 35 anos de ausência da Igreja, passei por um processo de conversão e estou até hoje batalhando para isso. A conversão não é um processo que se chega e estabelece: estou convertido!!! É um processo, é uma atitude que se adota para melhorar espiritualmente. Hoje, estou muito bem nas minhas funções dentro da paróquia, não tenho cargo definido. Como disse ao Padre Edisson, sou um voluntário na Igreja. Isso fez com que eu conhecesse ainda mais pessoas dentro da comunidade. Descobri que as pessoas formam a Igreja, você e eu somos a Igreja, lá tem o Templo.

 

Como equaciona tantos afazeres na sua agenda?

Ainda faço academia e caminhadas pela lagoa (risos). Sou aposentado pelo INSS, por uma multinacional. Comecei trabalhar na COMOVE com treze anos de idade, sempre recolhendo os benefícios, de forma que me aposentei cedo, mas não me sinto aposentado!  Então, hoje, sou o representante da Brejeiro, compro soja, vendo sementes de soja, sou parceiro do Luis Fonseca Augusto, na área de seguros, na FA Corretora, com foco nos seguros agrícolas. Tenho uma agenda cheia: a Maçonaria, o Lions, mas ando mais me dedicando à Igreja porque às quintas-feiras temos o Terço dos homens. No meio disso tudo ainda temos as missas rurais, onde acompanho o Padre Edisson no Guaritá, no Pindoba, Santa Luzia, enfim, e alguns agricultores que pedem para celebrar missa nas suas terras.

 

Como define seu patrimônio?

Eu costumo dizer que não consegui um patrimônio monetário, de riquezas materiais, de dinheiro, mas consegui um patrimônio maravilhoso, que Deus me deu: que é a saúde.

 

Se sente um homem realizado?

Sou sim, um homem realizado, mas enquanto eu tiver saúde, vou sempre buscar um ideal maior! Principalmente hoje, estou bastante focado na área de beneficência. Com relação à vida material, tenho que trabalhar para sobreviver e o que peço a Deus, todos os dias, é o necessário, somente o necessário. Vivo, hoje, totalmente desapegado de coisas materiais e foi isso que me tornou um homem feliz. A felicidade é simples, as pessoas dizem que estou sempre com um alto astral, que acho sempre o lado bom, as coisas são realmente boas, estamos aqui de passagem, e se eu olhar o meu semelhante e enxergar nele a face de Jesus, estou feliz!!!

 

Como você vê a passagem para o plano espiritual?

Eu entendo que estamos aqui de passagem. A morte é um fato real! Os animais morrem, as plantas morrem, então, a morte está no contexto de quem vive. Vivamos bem hoje, praticando o bem, como diz São Tiago na sua carta que a “verdadeira religião é a prática do bem”, socorrer os órfãos, as viúvas e praticarmos o bem, por certo teremos uma vida eterna maravilhosa. E, para chegar nesta vida eterna e maravilhosa, temos que passar pela morte. Fomos criados para termos pavor da morte. Criou-se uma cultura da morte terrível, quando na verdade ela não é o fim. Santo Agostinho dizia: “Eu apenas vou para o outro lado do caminho, vocês estão vivendo entre as criaturas e eu estou junto do Criador”.

 

Você dá palestras?

Não, apenas ajudo as pessoas quando elas sentem necessidade de um ombro amigo. Me sinto feliz quando posso ajudar com a palavra. O verdadeiro cristão não é aquele que auxilia somente com o dinheiro, mas aquele que estende a mão quando o semelhante está caído, ou quando um pedinte bate à sua porta e já há o perigo do preconceito de rotulá-lo como drogado.

 

Como você vê Guaíra hoje?

Guaíra tem muita chance de ser uma bela cidade. Ela é muito nova ainda. Qualquer administração tem seus altos e baixos, isto é perfeitamente normal. A atual situação do país é que a impede de crescer, mas ela tem potencial, vai crescer, Guaíra tem pessoas maravilhosas, é só questão de ajustar. Tem muita gente boa que quer o melhor para Guaíra… O povo é solidário, tanto que as entidades são tocadas por causa do povo guairense que ajuda, participa. Eu acredito muito em Guaíra. Eu vejo e confio em um futuro maravilhoso para esta cidade.

 

Gratidão

Sou uma pessoa grata! O que sou hoje devo à minha família e, principalmente, à minha grande esposa, companheira e amiga Josefina, que tem o dom de amar incondicionalmente as pessoas.

 

Para finalizar

Com relação a todas as pessoas, indistintamente, quero deixar: O que importa é quem você é, não importa qual profissão que você exerce, ou que você estudou ou estuda, o que importa é o que está no seu coração. Não desqualifique nenhum ser, todo mundo tem algo a ensinar e algo para aprender. Todas as pessoas têm o direito de mais uma chance, estão na busca do melhor para si e, acima de tudo, todas estão se esforçando para ser melhor. Queria dizer para a população que não desanimem, que lutem para atingir o lado espiritual o mais alto que puder alcançar para ser verdadeiramente feliz.


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