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Guaíra - SP

“Espetáculo” de corrupção afasta eleitor da política e aumenta abstenção

Agora
Guaíra, 1 de novembro de 2016 - 09h51

No primeiro turno, cerca de 25 milhões de brasileiros deixaram de votar; o maior índice registrado desde o ano 2000

A não participação de eleitores nas eleições municipais bateu recorde em 2016, tanto no primeiro quanto no segundo turno. As abstenções neste domingo (30) chegaram a 21,55%, batendo o índice de 2012 (19,12% do total de eleitores), que era o maior desde então. Os votos inválidos atingiram os maiores patamares desde 2000.

Nulos quase dobraram em relação à última eleição, passando de 4,81% em 2012 para 8,33% no segundo turno deste ano. Brancos tiveram leve alta, indo de 2,63% para 2,88%. No primeiro turno, esses números já eram os mais altos desde 2000. Abstenções eram 17,58%, enquanto nulos eram 8,14%, e brancos, 2,87%.

No primeiro turno, cerca de 25 milhões de brasileiros deixaram de votar – 17,5% do eleitorado, que é de 144 milhões de pessoas. Este é o maior índice registrado em um primeiro turno desde o ano 2000, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Os números não levam em conta os votos nulos e em branco, considerados inválidos. Nas eleições de 2012, em comparação, a abstenção tinha sido de 16,41%.

Não há dúvidas de que a classe política tem deixado a desejar na credibilidade, e quem acompanha o assunto mais de perto avalia que o desempenho das urnas este ano é consequência de um ‘espetáculo’ cada vez mais vergonhoso.

“Um espetáculo político que seria justamente um escândalo”, diz Roberto Romano, professor de filosofia e ética da Unicamp. Na opinião do professor, o cidadão que se sente desrespeitado e se nega a votar ou a escolher um candidato pode até fazer disso uma forma de protestar, mas na prática, acaba transferindo a outros a responsabilidade de resolver sua insatisfação. (UOL)


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