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Essenciais atividades de saúde da APAE estão suspensas e sem previsão de retorno

Desde o início de 2017, pacientes com deficiência intelectual e/ou múltipla estão sem os atendimentos de psiquiatra e neurologista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicológico

Cidade
Guaíra, 2 de setembro de 2018 - 10h40

 

 

 

 

 

A situação financeira das entidades de Guaíra é preocupante e tem piorado a cada ano que passa. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais é uma delas. Mesmo tendo feito alguns reajustes com grande impacto financeiro, atualmente, a APAE ainda trabalha com um déficit mensal de R$35.000,00, em média.

Com a instituição no vermelho, despesas foram cortadas, o que acabou prejudicando o atendimento à comunidade guairense. Apesar de ser a contragosto da diretoria, serviços de saúde, como psiquiatria, neurologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia estão suspensos desde o início de 2017.

A pediatria também não está funcionando. O médico chegou a ser dispensando pelos diretores e, agora, a Associação afirma que está em negociação com a secretaria de saúde municipal. “Caso o atendimento pediátrico seja suspenso, como as demais consultas médicas suspensas, faremos orientação para que os familiares procurem a unidade de saúde de seus bairros”, apontam os diretores.

As famílias estão sendo orientadas a procurar atendimento na rede pública de Saúde, o que é um problema, já que há profissionais em que uma consulta possui uma fila de espera de meses.

A mãe de uma das crianças atendidas na APAE lamentou a situação. “A entidade nos acolheu muito bem e minha filha passa por outros atendimentos. Mas, infelizmente, ela não está fazendo as seções de terapias, que são primordiais para o desenvolvimento dela.”

Possíveis soluções

Para que este problema seja sanado e as PCD’s possam voltar a ter o atendimento de qualidade, a Associação se colocou à disposição da secretaria de saúde do município, para que seja feita uma parceria. A APAE já possui com a educação e a assistência social de Guaíra.

Para a diretoria, o governo guairense poderia criar um serviço que atenda a pessoa com Deficiência Intelectual e/ou Múltipla, ou contratualizar uma instituição especialista, como a APAE, para realizar tal serviço.

“Essa contratualização, na verdade, teria como maior beneficiado a pessoa com Deficiência Intelectual e/ou Múltipla atendida pela APAE de Guaíra, pois, a partir daí, poderíamos reiniciar os atendimentos de Saúde que não conseguimos mais realizar desde 2017.”

O Jornal O Guaíra entrou em contato com o Executivo, que declarou em nota: “A Prefeitura por meio da Secretaria de Saúde realizou reuniões com a equipe técnica da APAE e será feito um chamamento de acordo com a diretrizes da Lei 13019.  Para que aconteça o chamamento, o Conselho Municipal de Saúde deve aprovar. O CMS deve fazer uma Assembleia na primeira quinzena do mês de setembro para análise e a aprovação do Chamamento. Em seguida, será realizado o chamamento dentro dos trâmites legais. Com a contratualização, a APAE atenderá procedimentos da saúde aos seus usuários.”

E o Executivo continua: “Com o chamamento, será a primeira vez que a prefeitura e a APAE celebram uma parceria na área da saúde dentro de todas as legalidades. Mas vale lembrar que os usuários da APAE são atendidos na rede municipal de saúde, pelo Sistema SUS.”

Reivindicações

No dia 27 de agosto, o diretoria de assistência social do município, através de seu gestor José Reinaldo dos Santos Junior, realizou uma mesa redonda com o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, juntamente com outros departamento públicos do governo, para ouvir as reivindicações dos PCD’s.

Entre as principais demandas, o CMDPD solicitou que o setor realize uma pesquisa para que o município saiba exatamente qual é a população de pessoas com deficiência em Guaíra. O censo seria realizado pela própria coordenadoria de assistência, para que, com base nesses dados, políticas públicas fossem desenvolvidas aos cidadãos.

Outra cobrança, por parte da APAE, para com o governo, foi a concretização da parceria com a saúde pública, através de contratualização, para que os serviços de atendimento voltem a ser oferecidos para a comunidade.


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