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Guaíra poderá ter diagnóstico e tratamento precoce do autismo

Se a indicação de Maria Adriana de Oliveira Gomes for aceita e acatada pelo prefeito, o município poderá ter projeto voltado aos cuidados com o autismo em crianças na rede pública de saúde

Cidade
Guaíra, 20 de Maio de 2018 - 11h42

Vereadora propôs projeto para diagnóstico e tratamento precoce do autismo

 

 

 

 

 

 

 

A vereadora Maria Adriana de Oliveira Gomes apresentou, nesta semana, a indicação número 116, solicitando ao Poder Executivo a elaboração de projeto de lei, assegurando o diagnóstico e tratamento precoce do autismo em crianças na rede municipal de saúde.

O documento destaca que o setor público deve garantir a aplicação gratuita dos instrumentos de triagem de desenvolvimento infantil IRDI aplicável em crianças de 0 a 18 meses, M-Chat aplicável em crianças a partir de 18 a 36 meses, bem como outros supervenientes, que objetivem o rastreio do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Maria Adriana sugeriu a mesma resolução usada no Projeto de Lei 293/17 do município de Belo Horizonte (MG). A parlamentar esclarece que a redação sugerida deve fazer parte de uma lei que tenha por objetivo a instituição de um programa para detectar e promover o tratamento precoce de crianças com a doença em Guaíra.

O AUTISMO – é um problema psiquiátrico que costuma ser identificado na infância, entre 1 ano e meio e 3 anos, embora os sinais iniciais, às vezes, apareçam já nos primeiros meses de vida. O distúrbio afeta a comunicação e capacidade de aprendizado e adaptação da criança.

Os autistas apresentam o desenvolvimento físico normal. Mas eles têm grande dificuldade para firmar relações sociais ou afetivas e dão mostras de viver em um mundo isolado. Anteriormente, o problema era dividido em cinco categorias, entre elas, a síndrome de Asperger. Hoje, ele é uma única classificação, com diferentes graus de funcionalidade e sob o nome técnico de transtorno do espectro do autismo. O jeito de lidar com cada um varia.

Na forma qualificada como de baixa funcionalidade, a criança praticamente não interage, vive repetindo movimentos e apresenta atraso mental. O quadro provavelmente vai exigir tratamento pela vida toda. Na média funcionalidade, o paciente tem dificuldade de se comunicar e repete comportamentos. Já na alta funcionalidade, esses mesmos prejuízos são mais leves, e os portadores conseguem estudar, trabalhar e constituir uma família com menos empecilhos.

Há ainda uma categoria denominada savant. Ela é marcada por déficits psicológicos, só que com uma memória fora do comum, além de talentos específicos. O autismo não possui causas totalmente conhecidas, porém há evidências de que haja predisposição genética para ele. Outros reportam o suposto papel de infecções durante a gravidez e mesmo fatores ambientais, como poluição, no desenvolvimento do distúrbio.


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