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Henrique Prata anuncia demissões e redução de serviços na Santa Casa de Barretos

Geral
Guaíra, 15 de novembro de 2017 - 10h16

De acordo com o gestor, a expectativa de entrada de recursos que seriam direito do hospital, não se concretizou, deixando as contas no vermelho

O gestor da Santa Casa de Misericórdia de Barretos, Henrique Prata, apontou a burocracia do serviço público, a morosidade no credenciamento de serviços e a falta de apoio governamental como responsáveis pelo déficit de cerca de R$ 20 milhões, acumulado no período de um ano da gestão da Fundação Pio XII à frente da Santa Casa de Barretos.

Segundo ele, a expectativa de entrada de recursos que seriam direito do hospital, não se concretizou, deixando as contas no vermelho.Henrique divulgou a prestação de contas do período.

“Estou deixando aqui o dossiê de um ano de minha gestão, que prova o que estou falando, onde apresento todos os índices de melhoria, de atendimentos, de redução da mortalidade na UTI, além de tudo o que realizamos. As proporções que estão neste documento me credenciam a mostrar o que foi feito, para que a sociedade possa saber onde apontar o dedo e cobrar a responsabilidade do que o governo não fez”, afirmou. “Quando peguei a Santa Casa, na UTI morriam trimestralmente 47% das pessoas e hoje este índice é de 27%”, revelou.

Entretanto, segundo ele, todas estas conquistas podem ser interrompidas, já que o hospital não tem mais como enfrentar a falta de recursos. O gestor informou que prepara plano para redução de despesas na ordem de R$ 2 milhões por mês a partir de dezembro, o que deverá acarretar na demissão de centenas de funcionários, médicos e corte de serviços implantados.

O custo mensal da Santa Casa hoje é de R$ 6,2 milhões e será necessário reduzir para R$ 4,2 milhões. “Este déficit é responsabilidade dos governos, porque deixaram de entrar nos cofres do hospital R$ 500 mil que seriam da lei municipal de contribuições nas contas de água, que os vereadores mudaram; R$ 1 milhão pela falta de credenciamento dos serviços que estamos prestando e ainda R$ 400 mil do aumento da nossa produção. Esse dinheiro todo, que chega a quase R$ 2 mi, não é um pedido e nem um favor, mas um direito de uma instituição de saúde pública de alta complexidade como a Santa Casa que atende Barretos e região”, argumentou.

“Agora não tem mais de onde tirar dinheiro, então vou ter que ajustar o hospital de um custo mensal de R$ 6,2 para R$ 4,2 milhões que é a receita dele”, revelou. “Este corte estou apontando onde tem que ir atrás dele, então estou avisando a sociedade”, confirmou Prata.

“Quero fazer uma prestação de contas e ao mesmo tempo uma denúncia para que a população possa cobrar a responsabilidade que compete a cada um”, disse, reafirmando a política de humanização no atendimento implantada na Santa Casa. “O melhor de minha gestão é todas as pessoas serem tratadas por igual, sem preferência para particular ou de plano de saúde. Trouxemos especialistas, hoje tem urgência e emergência com competência e tem intensivista na UTI”, afirmou.

Em tom de desabafo, Henrique Prata reclamou da morosidade do setor público.“Estou muito preocupado e chateado com a lerdeza do serviço público, dos funcionários e dos representantes públicos. Vamos cortar o coração mas teremos que cortar despesas. Se houvesse honestidade e rapidez íamos sair desta situação.Estou tendo o direito de olhar para as pessoas da minha cidade e dizer que eu fiz pela Santa Casa o que ninguém fez. Peço que todos tenham juízo e pensem naqueles que dependem do SUS”, finalizou. (ODiárioOnline)


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