| Auto-Medicação e a Interação medicamentosa |
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| 11 de junho de 2008 | |
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Fazer uso de medicamentos por livre escolha ou vontade, ou simplesmente fazer uso de tal medicamento porque a vizinha ou amigo faz uso, com toda a certeza você pode estar detonando com a sua saúde e o pior misturando alguns medicamentos que não podem ser administrados juntos. Quando isso acontece um medicamento pode anular o efeito de outro ou então aumentar o efeito do outro medicamento.
A interação medica-mentosa em nosso organismo ocorre na maioria das vezes no fígado, onde existem sistemas enzimáticos cuja a função é exterminar e eliminar os medicamentos que chegam por lá, desta forma, quando dois medicamentos são ingeridos em curto espaço de tempo as enzimas do fígado que estão trabalhando para eliminar o primeiro medicamento, provavelmente não irão conseguir eliminar o segundo medicamento que ficará na circulação sanguínea por mais tempo, potencializando sua ação. Não pode ocorrer apenas interações entre medicamentos, mas também alimentos, bebidas, sucos e chás, por exemplo, o medicamento Atenolol utilizado para regular a pressão arterial, quando ingerido com suco de laranja, tem seu efeito e eficácia diminuídos em até 50%. Até os chás podem interagir com medicamentos, por exemplo, chá de camomila interage direto com acido acetilsalícilico (AAS) aumentando seus efeitos. Sempre na duvida é sempre aconselhável ingerir medicamentos utilizando a água. A seguir relacionamos algumas interações que podem ocorrer com mais freqüência no seu dia-a-dia: 1 - Antiácido (ex:Eno, estomazil, outros) + AAS: nesse caso o efeito do AAS é praticamente nulo, ou seja, a ação esperada não ocorre; 2 - Anticoncepcional (Ciclo 21, Microvilar, Diane, outros) + Vitamina C (maior que 1gr): a Vitamina C aumenta o efeito do hormônio da pílula, surgindo devidos efeitos colaterais; 3 - Anticoncepcional + antibiótico (Amoxilina, Azitromicina, outros): o antibiótico reduz bastante o efeito do anticoncepcional, não produzindo seu efeito desejado, e podendo ocorrer uma gravidez indesejada; 4 - Álcool (cerveja, pinga, outros) + AAS: o álcool não deve ser ingerido com nenhum medicamento, quando ingerido com o AAS pode ocorrer sangramento estomacal, devido a grande acidez provocada pela interação; 5 - Insulina + AAS: diminui a taxa de açúcar do sangue, pois o AAS aumenta o feito da insulina, a qual é responsável pela retirada de açúcar do sangue; 6 - Antiácido + antibiótico como a tetraciclina perde até 75% de sua eficácia quando administrados com antiácidos. 7 - Antidepressivo (Sertralina, outros) + anti hipertensivo (Enalapril, Hidroclorotiazida, outros): os antihipertensivos têm sua atividade reduzida com a interação; 8 - Antiespasmódico (Buscopan, Atroveran, outros) + antidepressivo: aumento da freqüência cardíaca, boca seca, constipação e sonolência. 9 - Antiespasmódico + broncodilatador (Atrovent, Aerolin, Berotec, outros): a associação dos dois medicamentos aumenta muito a freqüência cardíaca, podendo o individuo a ter tremores, convulsões e até parada cardíaca; 10 - Tetraciclina (antibiótico) + leite: o cálcio contido no leite, precipita o principio ativo da tetraciclina, não obtendo o efeito desejado. Por fim, é muito importante que todos os profissionais da saúde divulguem esta filosofia contra a auto-medicação e os riscos envolvidos na interação medicamentosa, em caso de dúvidas procure um profissional farmacêutico de sua confiança ou oriente-se sempre com um médico para poder auxiliá-lo e prescrever o medicamento certo para sua necessidade. Com essas dicas, lembre-se evite a auto medicação e viva bem!!!
*Felipe Marchini Bom-fante, Hugo César Rosa, Ricardo Vilela Barroso, Rodrigo Veloso, Thiago Minoru Nagata, Wellington Guirado |
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Quem passa pelos lados do Parque Maracá, vai ter uma visualização triste das margens, secas, contornando toda a extensão da nossa Lagoa, deixando á mostra pedras que até então eram encobertas pelas águas. Cada dia a margem fica mais larga! E mais seca! É o resultado da estiagem que castiga toda a nossa região. Já noticiamos, na nossa primeira página, que o Ribeirão do Jardim – de onde captamos 80% da nossa água - atingiu um estágio crítico da sua capacitação. Se não chover, o colapso é iminente. |
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