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João Vacaro: estrutura de lazer danificada e limpeza precária

O conjunto habitacional João Vacaro não foge da realidade enfrentada por outros bairros onde moradores não tem acesso ao centro comunitário, praça e quadra esportiva por falta de manutenção. Limpeza também é motivo de reclamações e moradores reivindicam atividades esportivas e culturais no bairro 

Cidade
Guaíra, 12 de agosto de 2018 - 09h50

A ausência de ações do poder público nas comunidades é sentida pelos moradores quando eles deixam de ter acesso aos meios de lazer e esporte. Em Guaíra, a maioria dos bairros conta com Centros Comunitários ou quadra esportivas que foram construídas com o objetivo de serem pontos de integração e socialização entre os cidadãos da região.

O conjunto habitacional João Vacaro não foge desta realidade e convive com problemas tanto em sua quadra esportiva como no Centro Comunitário. A falta de manutenção do poder público, a ação de vândalos e a inexistência de ações, como aulas esportivas, culturais e atividades movidas pelo poder público, afastam o cidadão destes espaços públicos.

E dando continuidade à série de reportagens sobre os nossos bairros, o Jornal O Guaíra esteve no conjunto habitacional, onde ouviu o presidente da Associação de Moradores, Danilo Barbosa, com moradores e mostra nesta reportagem um diagnóstico das ações que o poder público pode implementar na comunidade para retomar estes espaços para os cidadãos.

O CENTRO COMUNITÁRIO

 

 

 

 

 

 

O Centro Comunitário do Conjunto Habitacional João Vacaro está fechado, por decisão da diretoria da Associação que entendeu que o espaço não apresentava as mínimas condições de uso, uma vez que apresenta diversos problemas estruturais no prédio, inclusive no telhado.

Danilo Barbosa afirma que tomou a decisão pensando na segurança dos moradores e para chamar a atenção do poder público em relação às reivindicações do bairro. ‘‘Eu, juntamente com a diretoria, optamos em fechá-lo. Nós interditamos o uso devido à má manutenção. Ele hoje tem várias telhas quebradas, diversas infiltrações por conta das chuvas, algumas partes elétricas não estão funcionando. O banheiro está danificado, então por motivos de segurança decidimos bloquear o acesso de pessoas e até hoje o prefeito não deu muita atenção, simplesmente a prefeitura foi lá tirou algumas fotos para comprovar a interdição, porém até hoje não obtive uma resposta”, declarou Barbosa, que diz ter informado estes fatos ao poder público por meio de ofício encaminhado ao prefeito municipal.

A última reforma ocorrida no Centro Comunitário foi no final de 2013. De lá para cá, o bairro não recebeu investimentos da gestão pública. Quando era utilizado, a Associação cobrava uma taxa que servia para a compra de lâmpadas, substituição de torneiras, ou seja, a manutenção do espaço. Hoje, o valor não é mais cobrado, porque está fechado. A limpeza é realizada por uma moradora, que colaborava com Associação. Mas, com a ação do tempo e até vândalos, o espaço está se deteriorando.

A maior preocupação da Associação de Moradores é relacionada à segurança de quem usa o espaço. “O Centro Comunitário na verdade não é meu, mas sim da população, nós temos essa consciência, no entanto do jeito que está não tem como deixar alguém usar por motivos de segurança”, destacou Danilo Barbosa, que alertou que para ser usado para qualquer tipo de atividade envolvendo público, o espaço tem que ter o mínimo de segurança.

A QUADRA DE ESPORTES

 

 

 

 

 

 

Outra situação que vai de encontro com a necessidade de manutenção dos espaços públicos nos bairros, é a quadra de esportes do Conjunto Habitacional João Vacaro. Sem ser utilizado com frequência, o espaço tem sofrido com a ação do tempo e de vândalos.

Barbosa afirma que a estrutura que é coberta está sendo depredada. “A quadra nos últimos meses realmente está em uma situação de abandono total em sua estrutura física. Ali era um local utilizado para vestiário quando havia jogos, mas hoje está toda depredada. Também em 2013, ela passou por uma reforma, como pintura, arrumação de todos os vestiários”, comentou ele.

Além das dificuldades em sua estrutura física, os moradores ainda convivem com o uso indevido do espaço por pessoas que consomem e traficam substâncias entorpecentes. Diante desta realidade, as mães proíbem os filhos de irem para ao local praticar esportes.

Hoje, além da necessidade de uma reforma na quadra, o poder público precisa investir em atividades no local para evitar o acesso de pessoas mal intencionadas. “A quadra precisa de uma pintura e ajustes na sua estrutura e iluminação. Reforma dos alambrados, no vestiário, pois o telhado está danificado, com telhas quebradas. A parte elétrica e os banheiros ficam abertos e as privadas destruídas. Ou seja, é um espaço sem condições de uso”, frisou Danilo.

A moradora Maria de Lourdes Arqmam manteve contato com a reportagem e disse que a estrutura metálica que cobre a quadra esportiva está solta. “Quando venta é um barulho horrível. Imagina como é à noite, quando precisamos dormir. Além disto, existe o perigo de uma destas telhas de metal se soltar e atingir uma pessoa”, comentou ela.

A PRAÇA

 

 

 

 

 

 

A praça do bairro também é outro espaço que precisa de manutenção. A maioria dos bancos está danificada. Apesar de possuir uma zeladora bastante dedicada, é visível que o que falta é uma ação da prefeitura, para torná-la um local atrativo para os moradores.

O presidente da Associação, Danilo Barbosa, disse que a iluminação da praça precisa ser melhorada. Segundo ele, a prefeitura promoveu algumas substituições, mas a ação de vândalos que quebram lâmpadas e furtam fios de eletricidade, impedem que ela permaneça totalmente iluminada.

Barbosa afirma que a praça precisa de uma atenção, porque deve ser um ponto de encontro dos moradores. “Ali precisaria de uma reforma estrutural com a poda de árvores, troca dos bancos. É necessária a presença de um guarda. Paralelo a isto, a varrição de rua precisa ser melhorada, pois é realizada apenas duas vezes por semana”, destacou ele.

A ausência do poder público é sentida também na falta de ações. Segundo Danilo, a prefeitura poderia investir em atividades esportivas e culturais. “Colocar as escolinhas esportivas, oficinas culturais e de aprendizado. Isto já iria melhorar bastante. Os bairros tem estrutura para suportar eventos como o Verão Saúde, mas tudo é feito no centro, ou no Parque Maracá e isso me chateia um pouco. A quadra é utilizada pelo grupo da Melhor Idade que pratica vôlei somente na parte da manhã, no mais, fica ociosa, sendo que poderia ser mais bem aproveitada”, destacou ele.

Prefeitura se posiciona sobre situação do bairro João Vacaro

A prefeitura municipal, por meio da sua Diretoria de Comunicação, respondeu aos questionamentos e reclamações da Associação de Moradores do Conjunto Habitacional João Vacaro.

Sobre a situação do centro comunitário, foi informado que ações de melhorias no prédio fazem parte do planejamento da atual administração. “Não só o Centro Comunitário do João Vacaro necessita de reformas estruturais, mas outros centros como do bairro Tonico Garcia e o núcleo de convivência do Bairro Padre Mário Lano. Todas estas adequações estão previstas no cronograma de ações da administração municipal”, esclareceu.

Sobre a situação dos espaços do bairro que são utilizados para o tráfico e uso de substâncias entorpecentes, a prefeitura esclareceu que investimentos serão realizados na instalação de câmeras de monitoramento para coibir práticas ilícitas, mas que o problema do tráfico é questão de polícia e que as denúncias devem ser feitas através do número 190 na Polícia Militar ou 197 na Polícia Civil.

Da mesma forma que posicionou sobre o Centro Comunitário, em relação à praça, a prefeitura lembrou que outros espaços públicos, como as praças dos bairros Bom Jesus, Vila Aparecida e Aniceto Carlos Nogueira e São Sebastião necessitam de reparos, deixando claro que a falta de manutenção dos espaços públicos não é um problema isolado do bairro João Vacaro.

Em relação à limpeza do bairro, o Departamento de Comunicação esclareceu que durante a visita do prefeito em exercício Renato Moreira ao bairro no início da semana, alguns moradores elogiaram o serviço de varrição, diferente do que foi sentido pela reportagem. O cronograma apresentado, é que nas duas regiões que o bairro foi dividido, o trabalho de varrição é realizado ao menos três vezes por semana.

A falta de atividades esportivas e culturais também foi esclarecida. De acordo com o Chefe do Departamento de Esportes, Alessandro Camilo, as atividades esportivas nos bairros estão sendo implantadas de acordo com o número de profissionais que atendem o setor. Já foram implantadas escolinhas na região da Escola Vera Vitali, da Cohab 2 e no Conjunto Poliesportivo Ramize Elias. No momento a prefeitura está fazendo um chamamento público para contratação de mais profissionais, para poder atender aos demais bairros, inclusive o João Vacaro.


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