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Narcóticos Anônimos: a superação de uma jovem contra as drogas

O Jornal O Guaíra gravou mais um depoimento de uma ex-usuária, que encontrou no grupo Narcóticos Anônimos o apoio para sair do “fundo do poço”

Cidade
Guaíra, 1 de Maio de 2018 - 08h34

 

 

 

 

 

 

 

Nesta semana, mais uma jovem concedeu entrevista ao Jornal O Guaíra para contar como conseguiu superar uma vida de vícios e voltar a viver de maneira saudável, ao lado de sua família e de sua mãe, a quem tanto admira.

Através da Narcóticos Anônimos, a adicta – que nessa matéria terá o pseudônimo de “Maria” – explica como o suporte do grupo foi fundamental para as suas transformações.

Assim como conseguiu com Maria, desde que surgiu em Guaíra, o Narcóticos Anônimos tem retirado muitas pessoas do mundo das drogas, através de suas reuniões e discussões do Grupo Resgate Vida, realizadas de segunda, terça, quarta, sexta e sábado às 20h e domingo às 10h. Os encontros acontecem na Avenida 29, no Centro Catequético Nossa Senhora Aparecida e são abertos para todos aqueles que precisam de ajuda.

Maria, como foi o seu primeiro contato com entorpecentes?

Vou contar um pouco sobre a minha história. Sou adicta desde os meus 15 anos. Comecei a beber e conheci uma turma de amigos que não só bebia, mas que também usava drogas. Comecei a fumar cigarro de maconha e fumava todos os dias, toda hora. Com o tempo, passei para a cocaína. Foi onde não queria mais ficar em casa, só queria usar.

Como ficou a relação com sua família?

Na época, minha mãe precisava muito de mim, porque ela teve AVC. Eu tentava agradar ela, mas quando dava, à noite, eu fugia. Minha visão estava “tampada”. Só queria e pensava na droga. Eu era “mais importante”, sempre falava “mãe vou ali e já volto”. Mas nisso, eu não voltava, só no outro dia, toda feia e suja.

 O que chegou a fazer para conseguir drogas?

No meio da noite eu fazia tudo pela droga, inclusive, me prostituía… Roubei muitas noites de sono da minha mãe, que hoje, vendo tudo isso, me arrependo. Quando percebi, estava fazendo toda minha família sofrer.

Foi quando percebeu que precisava de ajuda?

Sim. Pedi ajuda ao NA, busquei apoio, me afastei da sociedade por um tempo e eles nunca desistiram de mim. Quando voltei, tive uma recaída, porque não fiz o sugerido no Grupo NA. Me davam muitos conselhos, mas não dei muita importância.

O que ocorreu?

Por não seguir, tive uma recaída. Foi quando cheguei ao fundo do poço, causando a pior dor para mim e minha família. Procurei suporte de novo, me afastei de novo, mas desta vez fiz o sugerido, procurei o grupo e hoje sou grata porque funciona.

E como está sua vida atualmente, Maria?

Hoje, sou adicta e estou limpa há oito meses e 15 dias. Minha mãe é feliz e eu também, porque consigo ver quem me ama, minha família e meus companheiros.

O que a NA fez de diferença em sua vida?

Estou na Narcóticos Anônimos há oito meses e falo que é onde salva minha vida, todos os dias, mesmo quando não estou bem. Foi a NA que vem salvando minha vida, estou orgulhosa de mim e da minha mãe, porque toda vez tem reunião aberta – que é a primeira segunda-feira do mês e a terceira semana – e ela está lá, sempre comigo. Bom, hoje sei que tudo que a droga me tirou e lamento por tudo, mas com minha família e um pouco de força de vontade sei ver e aceitar que não posso usar, pois quero ser aquela garota que já fui um dia. Só por hoje. NA funciona.


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