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Operação Deriva II desmonta aviação agrícola irregular

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Guaíra, 25 de novembro de 2017 - 10h04

A Deriva já contabiliza R$ 2,9 milhões em multas e 23 aeronaves interditadas nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná

O Ministério Público Federal deflagrou, nessa última semana, a “Operação Deriva II”, que visa o combate a irregularidades na aplicação de agrotóxicos por empresas de aviação agrícola em diversos estados brasileiros. Trata-se de um desdobramento da Operação Deriva, que ocorreu em março deste ano e resultou em sete aeronaves apreendidas e quatro empresas autuadas.

A Deriva já contabiliza R$ 2,9 milhões em multas e 23 aeronaves interditadas nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná. Apenas uma empresa foi autuada em R$ 1,6 milhão por utilizar produtos perigosos em desacordo com a legislação e pilotos investigados em organização criminosa especializada em tráfico de drogas, entre outros delitos.

A Operação Deriva foi batizada em referência a “situações em que o agrotóxico não atinge o local desejado e se espalha para outras áreas”. As ações começaram no Mato Grosso do Sul, com 13 aeronaves foram interditadas pela Anac e nove empresas fiscalizadas resultando em oito autos de infração.

No estado de Mato Grosso, seis aeronaves utilizadas na aplicação de agrotóxicos foram interditadas e quatro empresas foram fiscalizadas no município de Primavera do Leste. Já no Paraná, foram expedidos dois autos de infração, seis notificações, com um valor de multa aproximado a R$ 1,1 milhão. Quatro aeronaves foram apreendidas e uma empresa foi embargada.

A Deriva foi provocada pela Comissão de Combate aos Impactos de Agrotóxicos em Mato Grosso do Sul e coordenada pelos Ministérios Públicos Federal (MPF), do Trabalho (MPT) e do Estado de Mato Grosso do Sul (MPE-MS). O trabalho contou com a participação da Polícia Militar Ambiental (PMA), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco) e Instituto de Criminalística da Polícia Civil (PC), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) do Governo Federal e Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul (Iagro).


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