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Psicóloga alerta pais sobre filhos que praticam bullying na escola

Geral
Guaíra, 4 de novembro de 2017 - 08h41

Para Pamela Inomata, os pais não devem elogiar e nem estimular os filhos briguentos e valentões

Com o crescimento  dos casos de Bullying nas escolas, a preocupação não aumenta somente para os pais dos filhos vitimados, mas também dos possíveis agressores, responsáveis por prejudicar o cotidiano de outros estudantes.

De acordo com a psicóloga Pâmela Inomata, da Clínica São José (Rua 16 nº 605), os tutores devem se atentar para o que os filhos fazem não apenas dentro da escola, mas em outros ambientes, como em aulas de capoeira, inglês, entre outras; já que há aglomeração de crianças e adolescentes; e na maioria das vezes com pouca supervisão durante intervalos e corredores.

“O termo vêm do inglês, da palavra bully, quer dizer valentão, brigão, é o ato de agredir física, verbal ou moralmente. Ele ocorre principalmente numa relação desigual de poder entre um ou mais crianças/adolescentes contra um terceiro, e normalmente está relacionado ao ambiente escolar.O que diferencia o bullying é o fato de ser repetitivo e de causar prejuízo emocional”, explica a profissional sobre o tema.

Para identificar os possíveis causadores da agressão, Pâmela acrescenta: “as crianças que praticam o bullying são mais comunicativas e têm facilidade de mobilizar outras; liderança. Elas costumam confrontar pais e professores, são mais falantes e extrovertidas, intolerantes, normalmente envolvidas em confusões. Dá sinais de dificuldades comportamentais e emocionais.”

Segundo Inomata, a permissividade dos pais pode gerar crianças desafiadoras, com comportamento agressivo, o que evidencia problemas familiares. “A família tem que escutar e buscar respostas pelo motivo desse comportamento e demonstrar apoio para a criança, de modo a orientá-la e incentivar ações positivas”, expõe.

Para a psicóloga, os pais não devem elogiar nem estimular os filhos briguentos e valentões. “Eles devem conversar e procurar ajuda de profissionais especializados, como psicólogos. Os que praticam o bullying são os que mais precisam de ajuda.”

Pamela esclarece que a criança praticante de bullyingprecisa da atenção dos pais, que devem conversare explicar que não vão tolerar tais comportamentos. “Crie regras claras e coerentes para sua família, que guiem o comportamento de seus filhos. Elogie e apoie quando eles seguirem as regras. Estimule a participação em atividades sociais, pois elas colaboram com o desenvolvimento da empatia, companheirismo e respeito”, aponta.

De acordo com a profissional, é mais difícil perceber quando o filho pratica bullying porque ele não conta e, normalmente, não sofre com as atitudes. “Mas os pais podem ficar atentos, para isso é necessário que tenham um tempo para brincar e conversar com seus filhos, assim poderá observar seus comportamentos; como também conheça os amigos deles, permita que eles os convidem para vir à sua casa e preste atenção em como passam o tempo livre”, afirma.

“Uma criança violadora também sofre e algo ocorreu para dar origem a seu comportamento”, completa. Caso seja identificado que a criança pratica tal violência, os adultos devem procurar ajuda profissional.


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