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Saúde da Mulher: Como o acúmulo de funções e a rotina agitada podem comprometer o bem-estar feminino

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Guaíra, 8 de Março de 2016 - 09h37

A correria do dia-a-dia e o estresse acabam forçando a mulher a mudar sua alimentação para algo mais prático, o que nem sempre é saudável

 

Trabalhar, estudar, viajar, cuidar dos filhos e da casa, manter o hábito da atividade física e outras inúmeras tarefas se tornaram rotina no dia a dia da mulher moderna. Mas, como tudo isso tem afetado a sua saúde?

O ginecologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Fernando Moreira de Andrade, lembra que procurar periodicamente o médico, fazer exames e ficar atenta aos sinais de possíveis problemas no organismo devem ser seguidos à risca a partir da primeira menstruação da mulher.

Desde a adolescência, o HPV é o grande vilão da saúde feminina. Segundo o especialista, 70% dos casos de câncer de colo uterino estão relacionados a este vírus. Por ano são cerca de 20 mil casos, sendo 5 mil óbitos somente no Brasil. É o segundo tipo de câncer que mais mata no País, perdendo apenas para o de mama. “O uso de camisinha como método contraceptivo, além de prevenir doenças sexualmente transmissíveis, também é um meio de tentar reduzir a incidência de câncer de colo uterino”, destaca.

A correria do dia-a-dia e o estresse acabam forçando a mulher a mudar sua alimentação para algo mais prático, o que nem sempre é saudável.  Alimentos congelados, instantâneas e embutidos acabam provocando danos à saúde, em função do alto teor de sódio.

Outra consequência do novo estilo de vida da mulher moderna é a gravidez tardia. De acordo com estudo feito pelo Ministério da Saúde e divulgado em 2014, 30,2% são mães aos 30 anos. “Os cuidados durante a gestação são triplicados, pois há risco de ocorrer alguma síndrome no bebê. São mais exames para serem feitos, mais cuidado e mais investigação, para saber como tratar e lidar com essa situação”, alerta o médico.

Já as mulheres com 50 anos começam a ter outra preocupação nesta faixa etária: a reposição hormonal. O especialista recomenda que é preciso analisar cada paciente cuidadosamente. “Muitas vezes, o hormônio vai estimular alguma célula, como a do cabelo, da mama ou do endométrio. Então, é preciso analisar a real necessidade da reposição ou apenas uma mudança no estilo de vida da paciente”, salienta o ginecologista.


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