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Guaíra - SP

Vereador solicita que praças sejam retomadas para a população

Durante pronunciamento na sessão ordinária, Jorge Domingos Talarico sugeriu à administração municipal melhores condições para que espaços públicos, como as praças e o parque ecológico Maracá, possam ser utilizados pelas famílias guairenses

Cidade
Guaíra, 29 de junho de 2018 - 10h33

 

 

 

 

 

 

Durante a última sessão ordinária da Câmara, realizada na noite de terça-feira (23), o vereador Jorge Domingos Talarico fez uso da Tribuna Vicente Lacativa e cobrou o Poder Executivo para que os espaços públicos sejam retomados às famílias guairenses.

O parlamentar lamentou que locais, como as praças São Sebastião e Vila Nossa Senhora Aparecida e o parque ecológico Maracá, são alvos da ações de pessoas que fogem dos padrões de boa convivência em comunidade.

O afastamento da população nestes espaços é, segundo ele, um reflexo da falta de segurança. Para Jorge, os cidadãos possuem o interesse da área para o lazer, mas, devido à frequência de usuários de drogas e vândalos, as famílias se afastam. Paralelo a esta situação, os próprios públicos também estão sendo alvos de furtos, como o que aconteceu na praça central, onde foram levadas as fiações elétricas, e também no parque Maracá, onde até o sistema elétrico do canhão de água no lago foi furtado.

Segundo Talarico, depois de vários anos, o governo municipal instalou novamente a “fonte central” do lago, que sempre foi “um dos símbolos do amor dos guairenses”.

“Furtaram a fiação que ligava o canhão do lago. Desligaram a iluminação da São Sebastião e tenho informações que isso foi feito para pessoas usarem drogas. É lamentável. Um local democrático, que deve ser usado por famílias. Hoje, o pai não pode levar seu filho para passear nessas regiões, porque não é mais seguro”, comentou.

Jorge Domingos relembrou os momentos de encontros e histórias das praças públicas e os comparou com a nova realidade. “Hoje, estão sendo ocupadas por bandidos. Ocorreu um assalto em pleno sábado (23), às 14 horas, a um joalheiro, na rua 8. O assaltante estava sentado no banco da praça. Então, a região não é mais das famílias e das crianças, é dos bandidos”, destacou.

O parlamentar também apontou que, assim como na vida pessoal, na gestão pública é preciso planejamento administrativo sobre o que é urgente, o que é essencial e o que pode esperar um pouco mais. “Este problema é urgente. Nós não estamos tendo mais espaço e Guaíra é carente de lazer. Vejam o que aconteceu em nosso parque Maracá. Peço ao prefeito José Eduardo: já foi feito o concurso público para Guarda Civil. Convoque os aprovados, faça o treinamento destas pessoas, pois entendo que a GCM tem que estar dentro do parque, dentro do que é público, para que possamos devolver estes territórios aos munícipes”, disse.

Ainda sobre o principal cartão postal da cidade, Talarico sugeriu que, devido à extensão territorial e o uso para caminhadas, prática esportiva e pesca, o local necessita de uma equipe de segurança própria, 24 horas por dia, para proteger os cidadãos e o patrimônio público.

O vereador cobrou da prefeitura para que movimente as forças vivas da comunidade para proporcionar mais segurança e condições às famílias, para que retornem a estes territórios. “Sei que o prefeito está trabalhando, buscando alternativas, mas não dá mais para aceitar que o joalheiro seja roubado em plena luz do dia. No lugar de uma família sentada na praça, estava um infrator planejando um roubo”, finalizou.

De acordo com ele, a comunidade também deve fazer parte dessa parceria de fiscalização, manutenção e cuidados com a cidade.

RESPOSTA PREFEITURA

Em nota, o governo municipal afirma que tem intensificado o monitoramento dos espaços públicos, através de rondas da Guarda Civil Municipal. Porém, ainda assim, vândalos conseguem depredar essas áreas.

Quanto ao caso da Praça São Sebastião, os andarilhos que estavam, inclusive, dormindo em frente à porta da igreja, foram encaminhados para o Albergue, onde pernoitaram e retornaram a sua cidade de origem. Sobre os postes apagados, indivíduos quebraram os contatores, por duas vezes. Agora, pela terceira vez, o governo consertou, regularizando a iluminação do quarteirão.

“A prefeitura por meio da Diretoria de Assistência, Desenvolvimento e Inclusão Social tem uma parceria com a Associação LAR, na qual uma assistente social faz o serviço de abordagem com a identificação e condução das pessoas que estão em situação de vulnerabilidade ao Albergue. Lá, eles tomam banho, se alimentam, pernoitam e retornam à cidade de origem. O Serviço de abordagem ainda faz um trabalho de garantia de direitos, em busca dos familiares, internação voluntária e compulsória de acordo com a necessidade, intervenção em relação à saúde, inclusão de benefícios sociais e documentação civil”, revelou a atual administração.


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